Mostrar mensagens com a etiqueta A apologia de Sócrates. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta A apologia de Sócrates. Mostrar todas as mensagens
sexta-feira, 20 de novembro de 2015
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
A Apologia de Sócrates (VI) - Ideias finais (I)
A Grécia organizada em cidades-estados desde o século VI a.C. construiu uma civilização que criaria uma comunidade com suporte numa língua, numa ideia política de organização e em conjunto de valores religiosos e culturais. O progresso do conhecimento deu-se em diferentes áreas,tendo sido os percursores do nascimento de uma disciplina nova - a Filosofia. Palavra que tem origem nos termos gregos philein, que significa "amar" e sophia, que indica sabedoria.
Nesta disciplina os gregos procuraram pensar os aspetos essenciais da existência humana, dedicando-se ao estudo do seu conhecimento e focando-se em aspectos como a ética (disciplina que se dedica a verificar a finalidade da vida humana e a discutir os meios para a alcançar), ou os valores morais e estéticos. É neste contexto que no século VI a.C. surgem pensadores que procuram de um modo racional encontrar explicações para a existência do Universo, da natureza e da vida humana. Abandonam uma visão mitológica da compreensão da existência e introduzem formulações, práticas de natureza argumentativa lógica (a arte de raciocinar) e racional.
Tendo os pré-socráticos feito a passagem do mito (descrição simbólica) ao logos (entendimento racional),foram os sofistas os responsáveis por ideia de divulgação da retórica (a arte de argumentar e discutir ideias) e os iniciadores de uma ideia antropológica de discussão da vida e da existência. As suas ideias de formação ideal do cidadão permitiu-lhes dar um contributo importante para a ideia da participação do cidadão na vida pública da pólis.
Sócrates (c.486-399 a.C.) aprimorou essa ideia antropológica e procurou estudar a natureza do homem e verificar como ela poderia ser aprimorada. Sócrates trouxe-nos a ideia da reflexão, como abordagem essencial para que o homem obtivesse um conhecimento de si próprio e assim atingir a verdade, o bem e o belo - itens do seu processo - a coragem socrática. Sócrates utilizava como método o questionamento para desocultar as sombras e o que cada interlocutor não consegui aceder apenas por si. Em Sócrates vemos uma filosofia como instrumento para o conhecimento e entendimento do que somos.
Sócrates deixou-nos um exemplo ético de exame às condições em que vivemos, ideia essencial presente nessa epígrafe "uma vida sem reflexão não merece ser vivida". Discutindo os conceitos básicos que organizam a vida quotidiana e que raramente são pensados, Sócrates incentivou o conhecimento de nós próprios, indicando que o exame de nós próprios e o nosso bem-estar daí decorrentes superam os códigos morais da sociedade, e nesse sentido é uma figura de uma clara universalidade.
A virtude como um conceito absoluto discutido em Atenas ou em qualquer ponto do mundo revela-nos que traçou uma linha que garantia um plenitude (areté) capaz de eliminar todos os riscos do mal e dos seus agentes. Este evitava-se pelo crescimento do conhecimento e pelo combate à ignorância capaz de destruir toda a nobreza de espírito. O conhecimento surge assim como um padrão da existência e salvaguarda sobre as nossas capacidades humanas. Ao induzir os cidadãos num debate sobre a natureza do amor, a justiça, ou a lealdade, ao incentivar a conversação das pessoas com elas próprias tornou-se uma figura pública ameaçadora.
Sócrates fundou não só a filosofia ocidental, como teve um papel essencial na formulação metodológica das ciências empíricas, pois propôs um método indutivo, que partia de um conjunto de ideias, baseadas na experiência para se chegar à formulação de uma conclusão, que possa ter uma dimensão de verdade universal. Aristóteles seguiu esta linha como pensador e filósofo. E Francis Bacon utilizou esta linha metodológica, aquando da construção do método científico. Sócrates é assim um nome essencial da memória coletiva da Humanidade.
Luís Campos (Biblioteca)
Sócrates deixou-nos um exemplo ético de exame às condições em que vivemos, ideia essencial presente nessa epígrafe "uma vida sem reflexão não merece ser vivida". Discutindo os conceitos básicos que organizam a vida quotidiana e que raramente são pensados, Sócrates incentivou o conhecimento de nós próprios, indicando que o exame de nós próprios e o nosso bem-estar daí decorrentes superam os códigos morais da sociedade, e nesse sentido é uma figura de uma clara universalidade.
A virtude como um conceito absoluto discutido em Atenas ou em qualquer ponto do mundo revela-nos que traçou uma linha que garantia um plenitude (areté) capaz de eliminar todos os riscos do mal e dos seus agentes. Este evitava-se pelo crescimento do conhecimento e pelo combate à ignorância capaz de destruir toda a nobreza de espírito. O conhecimento surge assim como um padrão da existência e salvaguarda sobre as nossas capacidades humanas. Ao induzir os cidadãos num debate sobre a natureza do amor, a justiça, ou a lealdade, ao incentivar a conversação das pessoas com elas próprias tornou-se uma figura pública ameaçadora.
Sócrates fundou não só a filosofia ocidental, como teve um papel essencial na formulação metodológica das ciências empíricas, pois propôs um método indutivo, que partia de um conjunto de ideias, baseadas na experiência para se chegar à formulação de uma conclusão, que possa ter uma dimensão de verdade universal. Aristóteles seguiu esta linha como pensador e filósofo. E Francis Bacon utilizou esta linha metodológica, aquando da construção do método científico. Sócrates é assim um nome essencial da memória coletiva da Humanidade.
Luís Campos (Biblioteca)
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
A Apologia de Sócrates (V) - As palavras de Sócrates (III)
Sócrates pronuncia-se sobre as suas últimas palavras, essa substância de tempo que guardará uma ideia essencial para todo o futuro, a coragem de lutar por uma dignidade maior - a nobreza de espírito.
E se algum de vós contestar isto e afirmar importar-se com estas coisas [a atenção máxima a questões como a consideração à verdade, ao entendimento e à perfeição da lama de cada um], a reputação, a honra, eu não o deixarei partir imediatamente nem me afastarei dele. Não, irei questioná-lo, analisá-lo e pô-lo à prova; e se parecer que apesar da sua afirmação não fez progressos reais em direção à virtude, irei censurá-lo por negligenciar o que é de suprema importância, e por prestar atenção a trivialidades. Fá-lo-ei com todos os que conhecer, novos ou velhos, estrangeiros ou concidadãos, mas especialmente convosco, meus concidadãos, atendendo a que estais mais próximos de mim pela afinidade.
Isso, asseguro-vos, é o que o meu Deus ordena, e é minha convicção de que nenhum bem maior vos aconteceu nesta cidade de que o meu serviço ao meu Deus. Porque passo todo o meu tempo andando por aí a tentar persuadiar-vos, novos e velhos, a preocuparem-se em primeiro lugar e sobretudo não com os vossos corpos nem com os vossos bens, mas com o mais alto bem-estar das vossas almas, proclamando enquanto avanço: a riqueza não traz felicidade, mas a felicidade traz riqueza e todas as outras bênçãos, tanto ao indivíduo como ao Estado.
Então se eu corrompo os jovens com esta mensagem, a mensagem pareceria ser prejudicial, mas se alguém diz que a minha mensagem é diferente desta, está a dizer disparates. E portanto, senhores, eu diria: podem fazer como quiserem, quer me absolvam ou não. Sabeis que não vou alterar o meu modo de vida, nem mesmo que tenha de morrer uma centena de vezes.
Luís Campos (Biblioteca)
Imagem - A morte de Sócrates (1787) - David
segunda-feira, 9 de novembro de 2015
A Apologia de Sócrates (IV) - As palavras de Sócrates (II)
A assembleia ouve as palavras de Sócrates. Elas parecem ainda pouco significativas para os seus juízes. A sabedoria identificada como ignorância, a importância de uma cidade revelada em aspectos menores dificulta a defesa de Sócrates. Ele continua. Importa ouvir as suas palavras, pois são um manifesto para o futuro, para a filosofia e para a cultura, como forma de escrito. Oiçamo-lo, pois!
A alma, como fonte de toda a vida, ensina-nos que tudo o que dá vida é bom e tudo o que mata é mau. Tudo o que tem uma alma é bom e sobreviverá: tudo o que carece de uma alma é inútil e não pode sobreviver. A vida animada é inesquecível; a vida sem espírito merece o olvido. O melhor é verdadeiro e permanecerá, mas o que acaba por se revelar uma mentira desaparecerá como a neve debaixo do sol. Deste modo, a experiência é dedicada à demanda da verdade e à prática da virtude. Amar a sabedoria humana não é mais do que fazer repetidamente estas distinções e escolher a verdade incondicionalmente.
Há muito tempo escolhi ser fiel à demanda da verdade. Preferia sofrer a injustiça do que cometê-la. Preferia morrer do que empenhar-me na mentira. Porque a alma não tolera a injustiça nem as mentiras. Quer viver em verdade ou então morre, e a minha vida estaria terminada mesmo que ainda existisse.
Portanto, se todos vós, senhores do júri, agora me disserem: Sócrates, vamos absolver-te, mas só com uma condição, a que desistas de passar o teu tempo nessa demanda e deixes de filosofar. Se te apanharmos a seguir pelo mesmo caminho, serás condenado à morte. Bem, supondo, como disse, que propunham absolver-me nessas condições, eu responderia, senhores, sou o vosso grato e dedicado servo, mas devo obediência maior a Deus do que a vós, e enquanto conseguir respirar e dispuser das minhas faculdades, nunca deixarei de praticar a Filosofia de vos exortar e de esclarecer a verdade a todos os que encontrar.
Continuarei a dizer, na minha maneira habitual: meu bom amigo, tu és um ateniense e pertences a uma cidade que é a maior e a mais famosa do mundo pela sua sabedoria e pela sua força. Não te envergonhes de dares atenção à aquisição do máximo de dinheiro possível, e de fazeres o mesmo com a reputação e a honra, e de não dares atenção ou consideração à verdade e ao entendimento e à perfeição da tua alma?
Luís Campos (Biblioteca)
Luís Campos (Biblioteca)
domingo, 8 de novembro de 2015
A Apologia de Sócrates (III) - As palavras de Sócrates (I)
No julgamento de Sócrates deixemos a ele, às suas palavras o sentido que foi o da sua Filosofia e da coragem com que edificou uma ideia de vida e de civilização, que mais tarde outros retomariam - a nobreza de espírito. Oiçamos Sócrates entres as paredes nuas da Ágora:
Nunca ambicionei fama ou poder. Não tenho dinheiro - vejam as minhas roupas e escassos bens. A sabedoria divina não é minha, nem prego uma fé particular. Será por isso que o ódio, a calúnia e a inveja foram a minha sorte muito antes do julgamento? Qual é a culpabilidade de uma existência consagrada à busca da sabedoria humana?
Isto é o que sei. É mais sensato saber o que não se sabe do que fingir conhecimento de algo que acabamos por não ter. Colocar as questões certas proporcionam maior discernimento da existência humana do que repetir sem critério respostas que outros nos dão. São as palavras que nos dão vida. Quando as palavras perdem o significado, a nossa vida também se torna algo sem sentido e definha como uma árvore cujas raízes morreram. Eu teria falhado miseravelmente se não vos tivesse estimulado a reflectir sobre o significado da sabedoria, coragem, piedade, justiça e afins.
Não foi juntos que chegámos à conclusão que a sabedoria não é senão a união entre a vida e o pensamento, que só as nossas acções podem demonstrar se somos verdadeiramente sábios e entendemos alguma coisa acerca da vida? Uma vida irreflectida não só é insensata como também má, e o conhecimento que nos ensina como viver é de longe, o mais importante.
Examinámos o significado da palavra 'corajoso' e aprendemos que a essência da verdadeira coragem não reside numa conduta heróica em relação aos outros mas na coragem de se ousar ser sábio, na prática da justiça e de outras virtudes, e na incondicional fidelidade à demanda da verdade.
Os meus acusadores invocam a sua piedade, mas eu pergunto-vos: quão piedoso é o que sabe tudo sobre os deuses - não vou perguntar como - e segue obedientemente todos os rituais mas odeia os seus semelhantes? A acusação afirma que nego a existência dos deuses, mas nunca neguei a existência do divino. Pelo contrário, sempre argumentei a favor da origem divina da alma humana. E por que os deuses são deuses e as pessoas são pessoas, a alma pode ensinar, a nós humanos, o que é a verdade.
Porque somos humanos e não deuses, nenhum de nós consegue jamais conhecer completamente a verdade. É por essa razão que teremos de a buscar repetidamente, todos os dias: e perante tudo o que encontrarmos teremos de perguntar: é verdade ou não? É útil ou inútil? Realça a nossa dignidade ou despoja-nos dela? A verdade exige-nos que distingamos entre o bem e o mal. Mas o que é a verdade? O que é o bom? O que tem significado? ...
Luís Campos (Biblioteca)
Os meus acusadores invocam a sua piedade, mas eu pergunto-vos: quão piedoso é o que sabe tudo sobre os deuses - não vou perguntar como - e segue obedientemente todos os rituais mas odeia os seus semelhantes? A acusação afirma que nego a existência dos deuses, mas nunca neguei a existência do divino. Pelo contrário, sempre argumentei a favor da origem divina da alma humana. E por que os deuses são deuses e as pessoas são pessoas, a alma pode ensinar, a nós humanos, o que é a verdade.
Porque somos humanos e não deuses, nenhum de nós consegue jamais conhecer completamente a verdade. É por essa razão que teremos de a buscar repetidamente, todos os dias: e perante tudo o que encontrarmos teremos de perguntar: é verdade ou não? É útil ou inútil? Realça a nossa dignidade ou despoja-nos dela? A verdade exige-nos que distingamos entre o bem e o mal. Mas o que é a verdade? O que é o bom? O que tem significado? ...
Luís Campos (Biblioteca)
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
A apologia de Sócrates (II)
Aristócles era um jovem ateniense. Tinha
uma proveniência social favorecida pelo elevado estatuto social e económico da
sua família. Pertencia já como membro do júri num tribunal público da cidade.
Aristócles tinha dotes oratórios significativos, uma inteligência perspicaz e
uma capacidade elevada na escrita, com um estilo admirado. Aristócles era ainda
de uma formosura notável, alto e atlético. Tinha, pois, o favor dos deuses e o
seu futuro seria o que a sua família já detinha - desempenhar um papel
importante na política de Atenas.
Aristócles ouvira falar de Sócrates e dos
diálogos deste que colocavam questões relevantes. Porque seguir uma carreira
política, porque seguir as aspirações que a família para ele tinham?
Dos diálogos com Sócrates, Aristócles
pressentiu a emergência de dúvidas, a descrença em convicções construídas em
quase três décadas de vida. Aristócles procurou em Sócrates respostas para
vencer o vazio de uma vida mergulhada em ilusão. Sócrates que não se
considerava professor encaminhou-o para o mundo, para as guerras de Atenas.
Aristócles voltou três anos mais tarde e confidenciou tudo o que tinha
aprendido.
Da guerra e da violência, da cobardia e da coragem não retirara
nenhuma ideia mais certa da que lhe confirmava que a nobreza de espírito que os
filósofos procuravam, não residiam nem na inteligência, nem na riqueza.
Percebeu em palácios e em recepções que os governos das cidades não ofereciam
preocupação para os mais carenciados e que governava nas pessoas pequenos
sentimentos, pequenas certezas, a normalidade de que a realidade é aceite como
é, sem discussão. Aristócles reparou o domínio em palácios do mais ocioso e da
dificuldade em discutir a vida de um modo crítico.
Aristócles confessou a Sócrates que lhe
tinham dado um nome nas suas viagens. Platão, "o espadaúdo", o que
Sócrates achou maravilhoso, pois significava que Platão tinha cumprido um ponto
essencial da existência - conhecer a vida, vivê-la primeiro, para depois a compreender.
E acrescentou-lhe um ponto essencial da coragem socrática - questionar dentro
da alma regularmente, o modo correto de viver, procurar a verdade e compreender
que as palavras também podem ser vazias, instrumentos de eruditos, doutores da
ignorância. Platão ouvia-o falar da importância de reter na alma humana o mais
importante, o que não pode ser esquecido, o conhecimento que fazemos de nós
próprios.
Luís Campos (Biblioteca)
A partir de um texto, "Coragem", de Rob Riemen.
Imagem, Platão e Sócrates. A escola de Atenas. Rafael.
Imagem, Platão e Sócrates. A escola de Atenas. Rafael.
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
A apologia de Sócrates (I)
Péricles havia ensinado aos Atenienses que a sua cidade era
um farol no mundo helénico, era aquela que proclamava a coragem por aspirar a
ser uma democracia, onde se podia viver em liberdade e tolerância mútua. Atenas
passaria a ser a cidade da memória dos antepassados, das oportunidades do
futuro e das possibilidades de fazer de cada cidadão uma pessoa livre.
Atenas, tinha-o dito Péricles, seria a cidade dos que
admiravam a beleza, dos que amavam a vida sem esbanjarem recursos em
aparências. Atenas seria a cidade que amava a sabedoria, as palavras e os
gestos para experimentar formas ousadas da experiência humana. Este era o testemunho de Péricles para os mortos das batalhas
onde Atenas perdera os seus filhos. Era um pangerício sobre o valor imortal de Atenas,
que importava defender vigorosamente.
Trinta anos depois, as palavras de Péricles ainda ecoavam na
Ágora. Os mesmos homens reúnem-se agora para defender a cidade de um filósofo,
de quem se diz que pelas palavras corrompe os jovens, de quem inventa deuses
não aceites pela comunidade, de quem instala a dúvida na arquitectura social,
de quem questiona o sentido e o valor da vida dos atenienses. Na cidade as ideias
que estavam na base do julgamento de Sócrates eram de todos conhecidas.
As opiniões dividiam-se, embora a cada comentário feito,
aparecessem logo vários adeptos do seu enunciado, da que seria a acusação a
Sócrates. A guerra perdida com Esparta anunciara uma decadência, as pestes, a
desordem, a agitação política. Sócrates ao questionar os valores e as
instituições enfraquecia Atenas. As palavras de Delfos ainda faziam sentido em
Atenas, para quem a liberdade e a coragem que Sócrates ousava reclamar pareciam
uma ameaça? As palavras de Sócrates, no seu julgamento, que nos foi
testemunhado e escrito por Platão, dão-nos um registo imemorial do essencial da
vida - a coragem socrática.
É esse exemplo que a Apologia nos descreve, mostrando, na sua
estrutura todo o processo de acusação pelos denominados Sofistas, ligados ao
poder político, o julgamento e finalmente a defesa de Sócrates. Hoje, tal como
ontem, os riscos que corre o filósofo – e a que Platão alude na “Alegoria da
Caverna” – são os mesmos e eles podem vir a ser alvo do mesmo tipo de
acusações. Por isso, ler a Apologia é uma lição de vida para qualquer aluno de
filosofia e um exercício vigilante para exercer o espírito crítico.
Luís Campos (Biblioteca)
Imagem - A morte de Sócrates (1787) - David
Imagem - A morte de Sócrates (1787) - David
Subscrever:
Mensagens (Atom)



